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“Dinheiro da casa não é dinheiro do negócio”: uma lição para a sustentabilidade financeira em São Tomé 

Está a chegar ao fim o ciclo formativo em que agricultores, palaiês de hortaliças e horticultores, vinhateiros, domésticas, cozinheiras, educadoras de infância e alguns estudantes, tiveram a oportunidade de aprender sobre a importância da separação das finanças pessoais e de um negócio.

Desde o início do ano que, nas comunidades de Bemposta, Nova Moca, São José e São Nicolau, foram trabalhados temas que levaram a uma consciencialização dos hábitos de consumo e incentivaram para a poupança e investimento regrado.

Começando com uma peça de teatro a cargo do grupo Utonga, seguiram-se conhecimentos práticos de gestão financeira pessoal e empresarial que deram a conhecer a diferença entre custos fixos e variáveis, bem como o método de gestão financeira 50+30+20.

Este método visa a divisão do salário do indivíduo (ou da família) em três parcelas percentuais: uma para necessidades essenciais (50%), outra para gastos não-essenciais (30%) relacionados com o estilo de vida de cada um, e outra parcela destinada a poupanças (20%).

Nas mais de 40h de formação facilitada pela equipa do projeto e alguns convidados do meio institucional e empresarial, foi fomentada a habilidade de planear, controlar e otimizar recursos financeiros de forma equilibrada entre receita/despesa, lucro e investimento, adaptados ao contexto rural onde as comunidades se localizam.

Os mais de 100 formandos foram assim convidados a refletir sobre quais dos seus comportamentos (e vícios) estão a degradar as suas finanças pessoais e familiares, fazendo um retrato financeiro deles mesmos. 

O Projeto “Literacia financeira como reforço de processos de desenvolvimento económico sustentável em STP” é implementado pela Oikos em parceira com a Zatona Adil, com financiamento da Cooperação Portuguesa/Instituto Camões.
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Saiba mais sobre o projeto.

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