O conceito de paz não é singular. Cada comunidade vive-o a partir das suas necessidades sentidas e latentes. Na Oikos, acreditamos que a paz deve ser construída com as comunidades — valorizando as suas experiências, saberes e vozes.
Foi com este espírito que participámos no 3.º Diálogo entre as Organizações da Sociedade Civil e as Nações Unidas sobre a Consolidação da Paz, em Genebra, na Suíça, representados por Pedro Hernández, Coordenador da Oikos em El Salvador.
O evento reuniu mais de 200 participantes, entre representantes de agências da ONU e organizações da sociedade civil de mais de 70 países. A Oikos levou algumas ideias chave:
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A paz não é um conceito único, sendo construída a partir das realidades, necessidades e saberes de cada comunidade, o que exige abordagens participativas e enraizadas no território.
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A sociedade civil local deve assumir um papel de liderança, não apenas de execução, nos processos de consolidação da paz, pela sua proximidade às comunidades e capacidade de leitura integrada dos conflitos.
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A consolidação da paz é mais eficaz quando articulada com direitos humanos, desenvolvimento e ajuda humanitária, refletindo a forma como as comunidades vivem os problemas de forma interligada.
Dos diálogos e plenários, concluíram-se alguns pontos importantes:
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A paz é um processo contínuo e não automático, que requer respostas integradas e coordenação entre diferentes atores e áreas de intervenção.
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Nenhum ator ou pilar institucional consegue, isoladamente, responder aos desafios da paz, sendo essencial reforçar o multilateralismo e a cooperação entre Nações Unidas e sociedade civil.
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As comunidades afetadas pela violência são agentes centrais da paz quotidiana, devendo os seus conhecimentos e experiências orientar as políticas e intervenções
A Oikos continuará a construir e a consolidar a paz todos os dias. Porque sem paz, não há desenvolvimento.


