O que vivemos nos últimos dias em Portugal não foi só mau tempo. Foi inquietação. Foi incerteza. Foi ver ruas submersas, casas afetadas, árvores caídas, falta de água, de luz, de comunicação. Foi o medo a instalar-se devagar, primeiro nas notícias, depois à porta de casa.
Esta é uma realidade que exige atenção imediata, ação coletiva e solidariedade entre todos nós. Estar atentos aos vizinhos, amigos, colegas, apoiar quem foi mais afetado, cuidar dos mais vulneráveis. Porque ninguém atravessa tempestades sozinho: nem físicas, nem emocionais.
O que estamos a viver agora é um sinal de alerta: as alterações climáticas deixaram de ser um conceito distante. Estão no nosso bairro, no campo, no comércio local, nas famílias que tentam proteger o que têm. Quando os eventos extremos se agravam, é porque algo está profundamente fora de equilíbrio. E esse desequilíbrio também é feito de escolhas: muitas escolhas pequenas e invisíveis, feitas ao longo do tempo.
A crise climática é um desafio que ultrapassa fronteiras e setores: ambiental, social e económico. Cada compromisso, cooperação e escolhas sustentáveis contam.
Porque quando cuidamos do Planeta estamos, no fundo, a cuidar uns dos outros. 💚