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Organizações apelam ao Governo para reforçar justiça climática, proteção dos solos e participação jovem nas políticas públicas

Um conjunto de organizações da sociedade civil subscreveu um Manifesto que apela ao Governo português para transformar compromissos já assumidos em políticas públicas mais justas, coerentes e alinhadas com a sustentabilidade ambiental e a justiça social.

Este Manifesto é uma Carta Aberta ao Governo que pretende reforçar algumas preocupações crescentes, que se vêm a agravar e resultam nos impactos ambientais e na sociedade que se têm verificado nos últimos dias.

Num contexto marcado pelo agravamento das alterações climáticas e por riscos ambientais crescentes, os subscritores alertam para o impacto desproporcional destas crises nas populações mais vulneráveis, sublinhando que os atuais modelos de produção e consumo, as opções energéticas e a gestão dos recursos naturais continuam a aprofundar desigualdades sociais, económicas e territoriais.

O Manifesto defende que a ação climática deve integrar de forma coerente as dimensões ambiental, social e económica do desenvolvimento sustentável, promovendo uma transição rápida e socialmente justa, baseada na solidariedade e no apoio efetivo aos países e comunidades com menor capacidade de resposta.

Entre as prioridades identificadas está a proteção dos solos, reconhecidos como recurso estratégico, essencial à produção alimentar, à biodiversidade e à resiliência climática. A sua degradação, alertam os subscritores, agrava fenómenos como a desertificação, a erosão e a insegurança alimentar, com impactos sociais e económicos significativos.

O documento destaca ainda a necessidade de integrar a igualdade de género nas políticas ambientais, agrícolas e climáticas, lembrando que, em muitos contextos rurais, as mulheres dependem diretamente da produtividade agrícola e continuam a enfrentar desigualdades no acesso à terra, aos recursos e à tomada de decisão.

O reforço da Educação para o Desenvolvimento e a Cidadania Global (EDCG) é também apontado como instrumento estruturante para a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, devendo ser integrada na educação formal e não formal e contar com financiamento público estável

O Manifesto inclui ainda recomendações para:

  • Reforçar políticas de adaptação às alterações climáticas centradas na proteção das populações mais vulneráveis;
  • Assegurar a integração transversal dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nas políticas públicas;
  • Promover sistemas alimentares justos e sustentáveis;
  • Garantir a participação efetiva da sociedade civil;
  • Reforçar o envolvimento ativo, inclusivo e significativo dos jovens nos processos de tomada de decisão

Consulte o Manifesto aqui

Este manifesto foi redigido ao abrigo do projeto Jovens 2030 e promove a inclusão, o empoderamento e a participação ativa dos jovens das zonas rurais para a justiça social e a justiça climática. Este projeto é cofinanciado pela União Europeia e pelo Camões, I.P. em Portugal. O conteúdo deste Manifesto é da exclusiva dos subscritores e não reflete necessariamente as opiniões da União Europeia ou do Camões, I.P.