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Mais de 400.000 pessoas afetadas com o ciclone Gombe

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Cerca de 12.000 casas foram destruídas, sem energia e comunicações intermitentes. Existem ainda comunidades sitiadas, onde a queda de pontes ou a subida das águas não permite estabelecer qualquer contacto. A dificuldade de acesso por via terrestre e comunicações cortadas desde a passada 6ª-feira, 11 de Março, dificulta o levantamento de notícias em distritos como Liúpo e Mogincual.

O ciclone destruiu a maioria das colheitas de subsistência agravando as dificuldades enfrentadas pelas famílias, perspetivando-se um agravamento da fome no futuro pela falta de alimentos.

 

As comunidades procuram já reerguer-se reconstruindo as habitações destruídas e abrigos para receberem as famílias desalojadas, muitas a receber mais de 30 pessoas em suas casas. Na Ilha de Moçambique e Mossuril onde a Oikos se encontra, os trabalhos focam-se na resposta às necessidades imediatas com bens de primeira necessidade para as famílias em abrigos e restabelecendo as condições para a reativação dos serviços de saúde e educação.

 

A Oikos está a colaborar com os Comités Operativos de Emergência de forma a dar a melhor resposta possível de forma coordenada e os nossos s colaboradores juntam-se às comunidades nas tarefas de limpeza e de apoio à reconstrução de casas.

 

Nos projetos da região, a Oikos teve um impacto reduzido com algumas boias de vedas pesqueiras destruídas e de parte da cobertura de um dos Conselhos Comunitários de Pesca em Mossuril. Contudo, as escolas recentemente reconstruídas em Monapo recorrendo a técnicas resilientes aos efeitos extremos climáticos não sofreram qualquer dano devido ao Ciclone. Desta forma, comprova-se a eficácia e sustentabilidade de investir em técnicas e tecnologias resilientes na edificação pública.

 

Numa altura que marca 3 anos após a passagem do IDAI, a situação que vive Moçambique mostra-nos uma vez mais a urgência de medidas de mitigação e adaptação às alterações climáticas. Os cíclicos desastres naturais que o país enfrenta provam a necessidade de melhorar a capacidade de adaptação do país.

 

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